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Um cara que pensa que é artista, que pensa que faz diferença, que pensa que tem opinião, que pensa que os outros escutam, que pensa que escreve bem, que pensa que faz sentido, que pensa que é bom ator, que pensa que é diretor, que pensa que é cineasta, que pensa que as pessoas são boas, que pensa que o mundo pode melhorar, que pensa que sonhos se realizam, que pensa que é possível amar ao próximo, que pensa que desenha, que pensa que canta bem, que pensa que se importa, que pensa que a vida vale a pena.

 

 

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Sexta-feira, Janeiro 29, 2010


TRANSIÇÃO

Aqui se encerra a história do Terra Estranha. Um novo tempo bate à porta e mudanças enormes se processam, clamando tbm um novo lugar, uma nova abordagem, um novo blog.

Terra Estranha, a partir de hoje, cerra suas portas para que uma nova porta se abra em outro universo.
Quem quiser continuar seguindo meus escritos, minhas idéias, minhas viagens, agora deve ir além... Para o alto e além...
Se você quiser, será super bem vindo(a) ao novo local...





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Quinta-feira, Janeiro 28, 2010


O QUE EU NÃO GOSTO


Eu não gosto de esperar, de pessoas que falam demais coisas inúteis, de pessoas que me subestimam, de som alto quando quero ficar quieto no meu canto, de reações irracionais, de pessoas que não pensam pelo menos duas vezes, de falsos ideais, de discurso político, de político; não gosto de gente baixo-astral, de gente que se acha, de mentiras disfarçadas de verdade, de conversa fiada na hora de seriedade, de perder tempo, de gente que não faz nada e fica pedindo para os outros fazerem, de trabalhar por uma miséria, de trabalhar de graça quando poderiam me pagar; de correr, de pedantismo, de intransigência, de gente que não acredita em sonhos, de gente que não reconhece meu esforço, de pessoas que generalizam tudo, como se fossemos padrões saídos de uma fábrica; não gosto de viajar de ônibus, nem ônibus lotado, nem de ônibus vazio... Não gosto de ônibus! Não gosto de ficar parado a semana toda, de danceteria lotada, de banheiro sujo, de casa desorganizada, de gente desorganizada, de gente relaxada, de morar neste buraco quente que eu moro. Não gosto de ouvir sim, quando querem dizer não. Não gosto de ouvir gente mal educada. Não gosto de pessimismo, nem de gente que desestimula a gente. Não gosto de comer carne, nem de cheiro de churrasco. Não gosto de gente aba, de gente grossa, de gente estúpida, de gente retrógrada, de gente cínica, de gente falsa, de gente escrota. Não gosto de interpretar por encomenda, de copiar os outros, de sentir dor, de gritos, de pesadelos, de sede, de andar descalço sobre pedrinhas de brita, de floresta devastada, de incêndio florestal, de descobrir que a cordinha não funciona, quando pulo de pára-quedas; não gosto de gente descompensada, de descobrir que sentei em chiclete, de descobrir que o tênis furou, que a calça rasgou, que pisei no cocô, de ficar numa sala fechada com alguém fedendo a CC, de ter que ir embora de um lugar legal, de dizer adeus a mulher que amo, de não estar perto dela, de não dormir com ela, de não ouvir sua voz e respiração, de não sentir seu perfume, de não olhar em seus olhos, de estar longe dela, de vê-la triste, de sentir saudade, de querer sentir seu gosto e não poder, de amar e não poder me entregar.

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Segunda-feira, Janeiro 25, 2010


O CORDELISTA ANTONIO BARRETO E A NOVA DO BBB
INDIGNAÇÃO PURA!


Assim como nós, que somos inteligentes e não perdemos tempo com essa cretinisse!


O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de retornar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da polêmica causada com o cordel "Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso".

Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse novo cordel intitulado "Big Brother Brasil, um programa imbecil" ele não deixa pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas (estrofes de
7 versos). Só para dar um gostinho:




Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.


* * *

Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.

É autor de um dos mais recentes e estrondosos sucessos da Internet, o cordel Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso.

Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.

Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.

Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.

Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com mais de 100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.

Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.

O cordel "Big Brother Brasil, um programa imbecil" é imperdível e está completinho aqui, em primeira mão: http://barretocordel.blogspot.com/

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Sexta-feira, Janeiro 22, 2010


MONTANHA



A passos lentos, porém obstinados, vou subindo a trilha que me leva ao topo da montanha. Estou sozinho, mas não me sinto só. Vou absorvendo o caminho, como quem se mescla a rede energética por trás da visão natural e se deixa levar por ela.

O sol atravessa as folhagens aqui e ali, desenhando um mapa incerto de fachos de luz no meio da floresta. Meus olhos circulam entre eles e divirto-me com a beleza sem palavras.

A mata se abre de repente e um platô se mostra à frente, com um enorme céu azul. Ando através deste portal de folhas e me extasio com a visão do mar distante, como se estivesse no topo do mundo. Não há cansaço. Não há questões. Apenas a observação e a contemplação.

Me deixo ficar assim na eternidade da inconsciência do tempo. A paisagem é o bastante e me diz tudo que preciso saber...

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Quarta-feira, Janeiro 20, 2010


PLANO DE OCORRÊNCIA
Uma mini crônica de
Alexander Zimmer


Abri a porta lentamente, esperando ver a praça onde sempre esteve, mas contive o ar numa respiração trespassada por uma espada de susto; nada era mais como deveria ser. No lugar da praça estava um grande caminhão, todo amassado, virado de lado e cheio de destroços sobre a carcaça moída e contorcida. O céu era avermelhado e somente o som da brisa ecoava nos mastros, agora entortados, da velha escola do outro lado da antiga praça... Talvez, aqui, nunca tenha havido praça afinal.

Caminhei para fora e, apesar do ar estar pesado, ainda era suportável. Tudo parecia morto e distante; uma cidade fantasma. Olhei ao redor e senti um calafrio ao perceber um ônibus escolar completamente rasgado, como se houvera sido dilacerado por várias feras. Uma velha merendeira ainda estava pendurada numa ponta de metal que sobrara de um acento.

Olhei para o outro lado e nenhum sinal dos arranha céus da cidade no horizonte, como se algo os tivesse arrancado, ou simplesmente nunca tivessem estado lá.

Caminhei ao redor em meio aos destroços meio soterrados pela poeira que o vento trazera. Parecia que muito tempo havia passado, muito embora eu tivesse saído da velha igreja apenas alguns pouco minutos depois de ter entrado. Olhei para a pulseira xendra, como para ter certeza de que realmente estava ali, naquele mundo tão familiar quanto estranho. Apertei um lado do cristal e a pulseira desapareceu por trás de sua camuflagem invisível. Respirei fundo e resolvi andar em direção à velha padaria, que ainda parecia estar de pé, muito embora estivesse bastante castigada, seja lá pelo que acometera este plano de ocorrência.

Alguns passos olhando ao redor e o mesmo quase silêncio de antes. De repente, uma voz soou em minha mente:

- Deves voltar. Este plano de ocorrência é muito perigoso para ti. Já tiveste o vislumbre necessário para que percebesse a que ponto pode chegar a cegueira de sua civilização e de que forma pode ficar seu mundo. Volte para dentro da igreja e ative o xendra.

Estava quase me voltando para a igreja, quando percebi movimento dentro da padaria em ruínas. Percebi que algo surgia das sombras; um emaranhado de farrapos com um olhar inumano, aspecto selvagem e ameaçador, que vinha em minha direção . Voltei-me rapidamente e corri em direção a porta da igreja, abrindo-a e fechando-a rapidamente. Ainda pude ouvir o baque surdo e as batidas, em meio a grunhidos e arranhar na madeira.

Corri até o centro da igreja, perto do altar e digitei um pequeno ponto invisível em meu pulso. Rapidamente a pulseira tornou-se visível. Neste momento, a porta foi arrombada e vários seres entraram, procurando-me. Acionei o xendra, que apareceu diante de mim. Os seres partiram em minha direção, vorazes. Saltei dentro do xendra, sem nem mesmo respirar. Logo estava de volta à igreja em meu plano de ocorrência.

Saí do xendra e por pouco uma garra não me segurou. Fechei o xendra com um toque seco na pulseira e, como um turbilhão, o braço foi sugado para dentro do mesmo, a medida que este se fechava até se tornar um pequeno ponto luminoso e desaparecer.

Finalmente respirei fundo e resolvi sair para rua Barão de Ipanema e caminhar para casa. Eram duas da madrugada. Esta experiência tinha sido bastante intensa e eu teria muito o que pensar a respeito do que vi e vivi, sobretudo o que vi. Ver uma versão devastada deste mundo era mais do que um bom motivo para se pensar seriamente a respeito da forma como levamos a vida aqui.

Nenhuma voz se pronunciou em minha mente; eu estava emocionalmente muito alterado para que pudesse estabelecer contato. Talvez mais tarde, quando estivesse mais em paz novamente.

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Segunda-feira, Janeiro 18, 2010


BANCO CENTRAL, GRANDE AVALISTA DA USURA NO BRASIL


Governador Requião, se liga nessa e você poderá ser, de fato, forte candidato à Presidência do Brasil

Ao longo dos anos, o sistema de reserva fracionária e sua rede integrada de bancos apoiada pelo BANCO CENTRAL tornou-se o sistema monetário dominante no mundo. Ao mesmo tempo, a fração de ouro vinculada aos compromissos em dinheiro foi constantemente retraída ao nada.

A natureza básica do dinheiro mudou - por conta dos interesses daqueles que comandam as finanças do mundo e as grandes corporações -, tendo como tutora de seus tentáculos os diversos BANCOS CENTRAIS.

A Luta contra as Altas Finanças promovida pelo inacreditavel.com.br alcançou ontem o Twitter do governador do Paraná, Roberto Requião - NR.

Você toma dinheiro emprestado em um banco e esse banco, quase como em um passe de mágica, faz com que a quantia emprestada passe a existir, apenas subscrevendo na conta bancária do tomador, lastreado apenas em sua promessa de pagamento.

Com esse “lastro”, emprestam multiplicando o valor várias vezes, cobrando juros criminosos dos brasileiros. Se nossa Justiça fosse praticada por homens sérios, muitos diretores do BC e diretores de bancos privados iriam para a cadeia.

E O BANCO CENTRAL É O AVALISTA DESTA USURA COM JUROS QUE VOCÊ CONHECE.

Não é a troco de nada que os dois únicos países do mundo que ainda mantém o controle da sua emissão de dinheiro, ou seja Banco Central não-independente (Irã e Coréia do Norte) são os próximos alvos dos soldadinhos (EUA) dos Rothschild, Iluminati, etc...

Guilhobel Aurélio Camargo

www.gazetadenovo.com

Lei da usura no Brasil

Atualmente, no Brasil existe a lei da usura, que especifica o limite que pode ser cobrado para empréstimos pessoais. O credor que cobrar acima desse valor passa a ser considerado um agiota e pode estar sujeito à condenação pela legislação do país. Além da lei de usura, tal pratica também é coibida no Código Civil em seu artigo 591, que, ao regular sobre o contrato de empréstimo, estabelece proibição da cobrança de taxa superior a 12 % ao ano. Os Tribunais Superiores vêm negando vigência ao tal dispositivo legal.



Fonte: www.inacreditavel.com.br

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Quarta-feira, Janeiro 13, 2010


FOOT OF THE MOUNTAIN
a-ha




Keep your clever lines
Hold your easy rhymes
Silence everything
Silence always wins
It's a perfect alibi
There's no need to analyze
It will be all right
Through the longest night
Just silence everything

But we could live by the foot of the mountain
We could clear us a yard in the back
Build a home by the foot of the mountain
We could stay there and never come back

Learn from my mistake
Leave what others take
Speak when spoken to
And do what others do
Silence always wins
So silence everything

It will be all right
In the morning light
Just silence everything

But we could live by the foot of the mountain
We could clear us a yard in the back
Build a home by the foot of the mountain
We could stay there and never come back
We could stay there and never come back

You know it
We could live tonight

But we could live by the foot of the mountain
We could make us a white picket fence
Build a home by the foot of the mountain
we could stay there and see how it ends
We could stay there and see how it ends


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Quinta-feira, Janeiro 07, 2010


DIÁLOGO INTERNO... REFLEXO EXTERNO


Às vezes nos damos conta de que há constante pressão de todos os lados, como se todo mundo soubesse o que é melhor para todo mundo. Tomar ciência disso, me faz ser mais determinado em não ser mais um na multidão que não sabe quem é e circulando pela vida sem rumo que valha a pena. E mesmo que eu não possa mudar muita coisa no mundo, permanecer com minha convicção e saber que estou sendo leal a meu direito de ter opinião diferente e acreditar que posso ser bom, independente do que possam achar uns e outros, me ajuda a respirar fundo e rezar para que, pelo menos, mais pessoas acordem e busquem ser mais leais a si mesmas, com um pouco mais de consciência. A falta do que estamos sofrendo cronicamente nestes tempos.

Às vezes isso pode não parecer muito, mas já é alguma coisa muito importante neste mundo tão torcido e cheio de ilusões que cegam-nos de nós mesmos; sinto-me já fazendo minha parte de alguma forma. E passo a não ser tão duro e exigente comigo mesmo. Afinal, se o melhor é sempre sermos carinhosos e pacientes com os outros, porque não seremos assim conosco próprios, em primeiro lugar?

É claro que, às vezes (Quase sempre!), há uma vontade de empurrar os outros pra frente, tentar fazê-los ver as coisas com mais rapidez, mas ao mesmo tempo sei que cada um tem sua velocidade e o mundo caminha como deve caminhar, com pequenos ajustes aqui e mudanças ali; nada de radical vai acontecer da noite para o dia. O que não significa que devamos esmorecer de nossas convicções de permanecer num caminho em direção ao entendimento do que é essa palavrinha que significa tanto e que estamos ainda tão longe de verdadeiramente compreender: amor. Vou me modificando aos poucos, corrigindo minhas falhas e ainda errando. Sim, errando muito! Mas o importante é não desistir, depois que se viu a primeira luz no fim do tunel. Ou, pelo menos, acreditar que ela vai surgir em breve.

Alguns podem dizer pejorativamente que sou mais um otimista perdido em minha fé irracional, mas... Já aprendi que o ser humano precisa acreditar em alguma coisa, sobretudo quando começa a perceber a lógica além das regras cegas de nossa ciência limitada por seus próprios filhos, os cientistas. Alguns já começam a perceber este esquívoco comportamental e, graças à física quântica e um pouquinho de boa vontade, começam a perceber que alguns textos antigos não são apenas ladainhas e estorinhas morais; a fumaça finalmente está mostrando onde está o fogo.

Enfim... Este nem era pra ser um texto grande, mas as palavras fluíram direto do coração e não estou nem um pouco propenso a segurá-las, pois que expressam verdadeiramente o que sou por dentro. Lendo isso, fico rindo de mim mesmo ao questionar se isso pode fazer sentido para alguém; ou até mesmo, que alguém vai ler este texto... Acho que o simples exercício de pensar a respeito já criou uma forma-pensamento que pode ser alimentada por outras mentes que pensem parecido e isso já faz mais sentido do que possamos querer acreditar.

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Segunda-feira, Dezembro 28, 2009


UM NOVO PONTO DE VISTA


Cada passo é um salto inconseqüente, um impulso de liberdade... As visões perdem-se entre as gotas de chuva insistente e pesada... Não importa... O hálito forte de terra é um convite para o distanciamento o abandono das pegadas passadas... Todo perdão é concedido, enquanto se estiver cego e inconseqüente. A dor permanece distante e não interfere; tudo novo... tudo fresco e doce... A chuva é uma porta de acesso a este novo ser, a esta nova vida, a estes novos sonhos, ainda mais ousados e espetaculares.

A rua leva a algum lugar que ignoro. Os árvores pintam o trajeto de paisagens sem sentido e acolhedoras, enquanto rimos de nós mesmos, de nossos insucessos, que agora são apenas como um sonho ruim e infantil, que ficou para trás há muito tempo... Apenas fragmentos.

Mergulho nos teus olhos para me permitir a insanidade que sou incapaz de ter sozinho.

Mergulho em teus olhos para me permitir perder-me de mim próprio e encontrar a antiga promessa... A promessa de mil sóis e estrelas, entre brumas de pedaços de meu ser sem máscaras, sem resistência, sem medo.

Mergulho em teus olhos para me dar tempo de crescer, enquanto os pseudo especialistas e pseudo viventes profissionais tentam em vão trazer-me de volta às masmorras de suas razões quase tão perfeitas, dentro de sua visão doente, mortal e triste.

Sorrio... Finalmente minha terra tão distante, já não dista tanto e logo me entrego à nova realidade tão pura e iluminada.

Finalmente, os sonhos não são tão improváveis...

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Domingo, Dezembro 27, 2009


TODOS OS DIAS SÃO COMO DOMINGO


Escutando agora... Minha mente viaja além do que me faz conhecido entre os pseudo conhecedores e visito meu íntimo triste. Será que tudo isso me faz sentir sozinho? Será que algum dia não estive? Apesar das crenças, palavras bonitas e combinadas, o que resta no final é a sinceridade de se questionar friamente tudo, quando se está só. Hoje, pela manhã, apesar do calor, estou meio glacial...



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